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Rodeado de parentes e amigos, morreu na tarde desta quinta-feira (17), na Cidade do México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor e jornalista morreu em casa, aos 87 anos.

A notícia foi confirmada pelo Conselho Nacional da Cultura e das Artes, pela rede de televisão venezuelana Telesur e pelo jornal espanhol El País.

Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927, García Márquez, que era também jornalista, vivia atualmente no México. Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera.

“Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos!”, escreveu o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.

*Com informações das agências Notimex e Télam

Via: Agência Brasil.

Obama lamenta morte de García Márquez

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou hoje (17) a morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, de seus autores preferidos. “O mundo perdeu um dos maiores e mais visionários escritores, um dos meus preferidos desde que eu era jovem”, disse Obama, em declaração divulgada horas depois da morte do autor, que tinha 87 anos e vivia na Cidade do México.

Em sua nota, Obama lembrou que teve o privilégio de conhecer pessoalmente o escritor. O encontro entre o presidente e Gabo, como o escritor era conhecido, foi em abril de 2009, na Cidade do México, em um jantar oferecido a Obama pelo ex-presidente mexicano Felipe Calderón.

Na ocasião, Barack Obama recebeu das mãos de García Márquez uma cópia autografada do romance Cem Anos de Solidão, considerado a obra-prima de García Márquez e classificado pelo chefe da Casa Branca como “um clássico do nosso tempo”.

“Como colombiano orgulhoso e representante e voz do povo das Américas, e como mestre do gênero realismo mágico, inspirou muitas pessoas, inclusive a escrever”, disse Obama, que expressou condolências à família e aos amigos de García Márquez. Para ele, o legado do autor “atravessará as gerações vindouras”.

Ganhador do Prêmio Nobel da Literatura em 1982, Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira. Também autor do romance O Amor nos Tempos do Cólera, o escritor não publicava desde 2010.

Na última segunda-feira (14), a esposa e os filhos do escritor colombiano emitiram um comunicado no qual afirmaram que o estado de saúde do escritor era muito frágil, havendo risco de complicações. Gabriel Garcia Márquez voltou para casa no início do mês, depois de uma hospitalização de uma semana, por infeção pulmonar.

* Com informações da Agência Lusa

Via: Agência Brasil.

Redes sociais homenageiam Gabriel García Márquez

Poucas horas após a morte do escritor Gabriel Garcia Márquez, frases, fotos e citações do autor invadiram as páginas de redes sociais em sua homenagem.

No Twitter, mensagens sobre a vida e a obra de Garcia Márquez estão entre os principais assuntos, sob as hashtags #GraciasGabo (obrigada, Gabo, em espanhol), #DescansaEnPazGabo, #CemAnosDeSolidão, #OAmorNosTemposDoColera, #RIPGabo (rest in peace, descanse em paz, em inglês), entre outros.

No Facebook, usuários também postam homenagens ao escritor colombiano, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982.

Hoje, o presidente da Colômbia, onde o escritor nasceu, Juan Manuel Santos, em sua página no Twitter, postou: “Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos! Os gigantes nunca morrem”. Na mesma rede social, o presidente do Equador, Rafael Correa, escreveu: “Perdemos o Gabo, teremos anos de solidão, mas ficam as suas obras e o amor pela Grande Pátria. Até à vitória, sempre, Gabo querido.”

O presidente do México, onde o autor colombiano morava, Henrique Peña Nieto, usou a mesma rede social, para lamentar a morte daquele que considera um dos maiores escritores de todos os tempos. “Nascido na Colômbia, por décadas, fez do México seu lugar, enriquecendo nossa vida nacional. Descanse em paz”, disse Peña Nieto.

Também no Twitter, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou um agradecimento a Gabriel Garcia Márquez pelo “realismo mágico de seu trabalho e a magia que realizou na história literária”.

A Fundação Casa de Jorge Amado, instituição sem fins lucrativos que preserva e divulga o acervo do autor brasileiro, prestou homenagens ao escritor colombiano por meio do Twitter com uma foto de Amado e Márquez tirada pela esposa do brasileiro, Zélia Gattai, em um festival literário, na França, na década de 1970.

A cantora Shakira, conterrânea de Garcia Márquez, também publicou na rede social uma foto com o escritor, com a citação de uma das obras do colombiano e disse que será difícil despedir-se dele. O escritor brasileiro Paulo Coelho, por meio do Twitter, citou um trecho escrito por Márquez: “A vida não é a que a gente viveu e, sim, a que a gente recorda, e como recorda, para contá-la”.

O jornalista e escritor morreu na tarde desta quinta-feira, na Cidade do México, rodeado de parentes e amigos. García Márquez, que tinha 87 anos, morreu em casa. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor nasceu em Aracataca, no dia 7 de março de 1927, e vivia no México desde 1961, com passagens alternadas Cartagena, na Colômbia, Barcelona, na Espanha e na capital cubana, Havana.

Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera.

Via: Agência Brasil.

García Márquez vendeu 1,5 milhão de livros no Brasil

Com mais de 30 títulos publicados e mais de 1,5 milhão de livros vendido no Brasil, o escritor colombiano Gabriel García Márquez pode ser considerado um dos mais importantes do século 20 e um dos principais da América Latina.

A Editora Record, responsável pela publicação de García Márquez no Brasil desde 1973, está relançando todos os títulos com novo trabalho gráfico, projeto iniciado no ano passado. Até o fim deste ano, serão relançados o romance de estreia A Revoada (O Enterro do Diabo), O Outono do Patriarca e a coletânea de contos Olhos de Cão Azul.

García Márquez é um dos principais expoentes do movimento literário e cultural latino-americano realismo mágico, ou realismo fantástico, ao lado do peruano Manuel Scorza e dos argentinos Julio Cortázar e Jorge Luis Borges. Lançado em 1967, Cem Anos de Solidão é considerado a obra-prima de García Márquez, tendo atingido a marca de 50 milhões de exemplares vendidos, em 25 línguas, sendo 440 mil do Brasil, segundo a Editora Record.

Ele iniciou a carreira como jornalista, em 1948, e trabalhou como correspondente em Roma, Paris, Havana, Nova York, Barcelona e na Cidade do México. Entre suas principais obras estão Crônica de uma Morte Anunciada, O Amor nos Tempos do Cólera, Ninguém Escreve ao Coronel, Notícia de um Sequestro e Memórias de Minhas Putas Tristes. Em 2009, García Márquez anunciou que estava encerrando a carreira literária.

Há controvérsia quanto à data de nascimento do escritor. O site do Prêmio Nobel, recebido por ele em 1982, pelo conjunto da obra, crava a data de 6 de março de 1928, assim como seu certificado de reservista. Porém, também há registro de 1927, na paróquia de San José de Aracataca, em que foi batizado. JNa certidão de nascimento, consta a data de 27 de julho de 1930.

Ele morava na Cidade do México e ficou internado durante oito dias, no início deste mês, com desidratação e infecção pulmonar e urinária. Após superar um câncer linfático em 1999, houve rumores de que o escritor estivesse com câncer no pulmão, nos gânglios no fígado.

A página oficial do escritor no Facebook confirma a morte e cita García Márquez como “o escritor de língua espanhola mais popular desde Miguel de Cervantes”.

Via: Agência Brasil.

Dilma: personagens de García Márquez ficarão na memória de milhões de leitores

A presidenta Dilma Rousseff disse que recebeu com tristeza a notícia da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, “dono de um texto encantador”, segundo ela. O escritor morreu hoje (17), aos 87 anos, na Cidade do México. Para Dilma, os personagens singulares de García Márquez continuarão “no coração e na memória de seus milhões de leitores”.

“Dono de um texto encantador, Gabo [como o escritor era conhecido] conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias como quem apresenta um mundo novo a uma criança”, disse a presidenta, em referência ao vilarejo onde se passa uma de suas principais obras, Cem Anos de Solidão.

“Seus personagens singulares e sua América Latina exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de leitores”, afirmou Dilma em nota de pesar e na sua conta pessoal no Twitter.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lamentou a morte do mais famoso autor colombiano. “Gabriel García Márquez foi um extraordinário escritor, um exímio jornalista, um grande militante das causas democráticas populares e um símbolo para todos nós da América Latina e do mundo”, disse.

Para Lula, o escritor retratou com “grande talento” a realidade e a magia do povo latino-americano. “Ele, que foi o primeiro colombiano a receber o Prêmio Nobel de Literatura, representou a América Latina em suas obras e por onde passou”, disse o ex-presidente.

Via: Agência Brasil.

Foto: Wikipedia. Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

Sobre o autor: Marcelo Wainer

Marcelo Wainer sabe bem a diferença entre comida requintada e comida requentada. Lê pouco, mas lê bem. É o primeiro leitor da newsletter do Alessandro Martins e recomenda que você assine. Assine aqui