Leia a entrevista dada pelo DeRose ao jornalista português António Mateus e dê uma olhada, em especial, nesta resposta ainda no começo dela:
Quando as sociedades dos nossos dias não têm um perfil nem de indivíduo nem de sociedade em si, a sua cultura pode ser a proposta que falta. Esse indivíduo, obviamente diferente, mais lúcido, mais consciente, que impacto real é que ele tem na sociedade? Em que ele pode fazer a diferença?
Quando a pessoa tem mais lucidez, a primeira coisa que ocorre é que ela vai exercer melhor o seu trabalho, a sua posição na família, o seu engajamento em qualquer ideal, seja ele político, humanitário, filantrópico, artístico, seja lá qual for. E, além do mais, ele se sente integrado. Porque quando o indivíduo ainda não tem uma consciência plena, ele acha que o mundo se divide entre eu e os outros. No momento em que a consciência se expande, ele percebe que não existe essa coisa de eu e os outros. Somos todos uma só coisa, estamos todos interligados, não apenas dentro da espécie humana, mas entre todas as espécies e com o próprio planeta, com o próprio cosmos. E esse estado de consciência expandida é alcançável. Mas, normalmente, quando a pessoa menciona a sua pretensão, a sua intenção de conseguir tal estado de consciência, uma outra pessoa que não imagine o que é isso, que não tenha lido a respeito, que não tenha estudado, que não tenha se esclarecido, pode supor um ideal inalcançável, pode supor uma fantasia. Acontece que muita gente já logrou esse estado de consciência. Então é realidade. (leia a íntegra da entrevista transcrita)
Que a maioria de nós ainda não atingiu esse estado de consciência expandida a ponto de perceber plenamente que o mundo não se divide em aqui dentro e lá fora, disso não há dúvida.
Mas muitos de nós – talvez você que me lê agora – ao menos intui isso. Ou ainda que não tenha tal insight: racionalmente pode-se, aqui e ali, pescar um ou outro ponto dessa união entre as pessoas, seres vivos e todo o Universo. Emocionalmente também sente-se isso.
Custa nada agir como se já tivéssemos essa vivência em sua plenitude, como se já soubéssemos em absoluto desse estado de integração.
Agir dessa forma, adotando determinados comportamentos e culturas, talvez também seja um caminho para a tal consciência expandida.
Agir como se já estivesse totalmente consciente de sua integração. Não são à toa expressões tais como “aquele sujeito é íntegro” ou “aquela lá tem integridade”. As palavras e seus sentidos ocultos, por vezes, dizem coisas que às vezes não ouvimos.











