Afinal, quem é Diane com quem o agente especial Dale Cooper, do FBI, falava?

Muitos dos fãs da série Twin Peaks até hoje se perguntam sobre quem, afinal de contas, era Diane com quem o agente especial Dale Cooper, do FBI, falava em suas gravações.

Uma amante? Sua mãe? A irmã?

Lendo o livro Dale Cooper, Minha Vida, Minhas Gravações, descobri que a resposta é mais simples do que você imagina. E mais óbvia também.

É a secretária de Cooper.

O livro é escrito como as transcrições das gravações do agente:

19 de dezembro de 1977, 9 horas da noite

(…) Estou desapontado por não ter conseguido levar ninguém a julgamento no meu primeiro dia. Designaram-me uma secretária. Seu nome é Diane. Acredito que sua experiência me será muito útil. Ela me lembra um cruzamento de santa com cantora de cabaré.

Depois dessa declaração, só posso concluir que Diane era uma mulher interessantíssima.

Mais adiante:

10 de janeiro, 11 horas da noite

Diane, espero que você não se importe que eu lhe dirija minhas gravações, mesmo estando claro que estou falando para mim mesmo. Saber que alguém com sua percepção está por trás de mim é um conforto.

(…)

Dez anos depois, em 1987 – dois anos antes dos acontecimentos em Twin Peaks -, algo acontece:

(…) Diane, nunca lhe pedi isto antes, e como regra geral tento não misturar a vida particular com a pública, mas seria uma grande honra se você aceitasse jantar comigo. Se de alguma maneira isso ultrapassar o limite que há muito tempo estabelecemos para o nosso relacionamento, eu poderei entender. Se não, às 8 horas está bem para você?

O que terá acontecido nesse encontro? Alguns dos capítulos são precedidos por uma declaração das pessoas que conheceram Dale Cooper. O seguinte começa com a declaração de Diane, no único momento em que ela ganha voz – até onde sei – na mitologia da série Twin Peaks:

Agente especial Cooper… Dale e eu jantamos juntos uma vez. Fomos a um restaurante chinês. Pedimos sopa de barbatana de tubarão, enroladinhos de ovos e pato à Pequim. Eles enchiam o pato de ar até atingir o dobro de seu tamanho original. Sem dúvida foi a melhor pele que já comi, ao mesmo tempo firme e delicada. E a carne tinha um sabor quanto posta na boca… Bem, comi até não agüentar mais.

Diane, Funcionária Federal.

Diane, que mulher fascinante. Agora entendo a admiração do agente Cooper por ela.

Postado em Minhas leituras.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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