
Um dos textos mais bacanas do novo livro de meu amigo Paulo, o A Face Oculta de Nova York, é sobre as placas que existem em 2 mil dos 9 mil bancos do Central Park.
Por um valor entre US$ 2500 e US$ 7500 – dependendo do tipo de banco – o cidadão ganha o direito de colocar uma singela placa de metal com a inscrição que desejar e ajuda na manutenção do parque. Uma boa e bonita idéia. É o programa Adopt-A-Bench, uma idéia criativa, funcional e cheia de poesia.
- Mais imagens das placas colocadas nos bancos podem ser vistas num dos sets do álbum do Paulo Flickr. Algumas são comoventes, outras simples, outras engraçadas, mas todas interessantes. Você acaba querendo saber quem é a pessoa por trás daquela mensagem seja ela qual for.
O Paulo esteve em Nova York durante um ano e escreveu esse livro com aspectos e detalhes que mesmo outras pessoas que já estiveram por lá não percebem.
Mas creio que a principal qualidade do livro não é o registro da cidade em si – por mais pitoresco que isso seja -, mas o tipo de percepção que o Paulo teria tanto lá como em Quixeramobim. Para variar as coisas que ele escreve têm mais a ver com as cidades que um homem leva dentro de si do que as que passam por fora dele, na paisagem.









