Quando eu era criança, lá pelo início década de 80, ainda passavam esses desenhos animados criados na década de 60.

Como a maioria deles era feita a partir de desenhos estáticos, possivelmente tirados diretamente dos quadrinhos, depois de um tempo, eles chegavam a dar uma tristeza no público. Algumas histórias chegavam a repetir quadros exatos de episódios anteriores. Incansavelmente.

A melhor parte são as aberturas – todas curtinhas – e com traduções muito peculiares das letras originais.

A minha preferida é a do Hulk.

Veja:

Pobre Bruce Banner / Por lindo cano entrou Exposto a raios gama / No feio Hulk virou / Verde o monstro / É incompreendido / Grosso, massa / Luta por ser querido / Na fossa vive o Hulk! Hulk!, Hulk!

Os demais também são interessantes.

O Capitão América lança seu escudo / Contra os que servem o mal acima de tudo / Avante, gigante, galante, vibrante / Que a brasa queima / E o mal não teima… / Quando O Capitão América lança seu escudo!

Ele é o rei dos mares / Meio homem, meio peixe / Também é imortal / O homem submarino / Real Namor / Dos mares é o senhor!

Onde o arco-íris é ponte/Onde vivem os imortais/O trovão é seu guarda-mor/O barra-limpa, o grande Thor!

Tony Stark, tira onda / Que é cientista espacial / Mas também é Homem de Ferro / Elétrico, atômico, genial / Dura armadura, Homem de Ferro / É lenha pura, Homem de Ferro

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!