A vontade de morar em uma ilha distante

Notei o entusiasmo de diversas pessoas por aquela que seria a ilha mais remota do mundo ao ver o grande número de vezes que o artigo sobre Tristan de Cunha, no blog Dark Roasted Blend, foi compartilhado no Google Reader.

O entusiasmo repentino pela solidão e pelo isolamento ocasional parece ser uma reação ao excesso de conectividade que temos hoje. Tendemos aos extremos: ou queremos a proximidade de tudo com que nos identificamos ou a distância absoluta.

A verdade, porém, é que mesmo quando estamos sós, parecemos estar acompanhados. E quando estamos acompanhados, parecemos estar sós. Pois aqueles que estão ao nosso lado estão conectados com outras partes do planeta ou do pensamento.

Não é preciso sonhar com a ilha mais solitária do mundo. Talvez a ilha mais solitária do mundo esteja olhando para uma fotografia em uma tela de computador neste instante.

Postado em Variedades.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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