
Notei o entusiasmo de diversas pessoas por aquela que seria a ilha mais remota do mundo ao ver o grande número de vezes que o artigo sobre Tristan de Cunha, no blog Dark Roasted Blend, foi compartilhado no Google Reader.
O entusiasmo repentino pela solidão e pelo isolamento ocasional parece ser uma reação ao excesso de conectividade que temos hoje. Tendemos aos extremos: ou queremos a proximidade de tudo com que nos identificamos ou a distância absoluta.
A verdade, porém, é que mesmo quando estamos sós, parecemos estar acompanhados. E quando estamos acompanhados, parecemos estar sós. Pois aqueles que estão ao nosso lado estão conectados com outras partes do planeta ou do pensamento.
Não é preciso sonhar com a ilha mais solitária do mundo. Talvez a ilha mais solitária do mundo esteja olhando para uma fotografia em uma tela de computador neste instante.









