Tim Berners-Lee, um dos homens que legou a internet à humanidade (se não o mais notável dentre eles), citado no livro O Relógio do Longo Agora, de Stewart Brand, sobre o fato de muitas pessoas reclamarem da massa esmagadora de informações na internet:
Sentir-se saturado pela existência de tantas coisas na rede é como se sentir saturado pela massa de magníficas paisagens no campo. Você não é obrigado a visitá-las, mas é agradável saber que elas estão lá. Especialmente pela liberdade e variedade.
Mas a frase dele que mais me arrepia é a seguinte, que cito de uma matéria no site do Ministério da Cultura:
Surpreendendo seus colegas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em francês), em Genebra, Berners-Lee decidiu ceder gratuitamente ao mundo seus direitos sobre o software da WWW. O altruísmo do pesquisador contrasta com a ganância atual das operadoras de telecomunicações americanas. Sua resposta aos colegas de pesquisa foi categórica: “Não preciso desses royalties. Por isso, eu os cedo gratuitamente à humanidade. É a minha contribuição à democratização e universalização da internet“.
Não é ótimo compartilhar este tempo com pessoas assim? Não é como conviver com Santos Dummont, Benjamin Franklin, Galileu Galilei ou outros que fizeram a diferença na História?











