Eu detestava quando o ônibus do colégio atrasava, pois então eu não conseguia assistir ao Globinho, que – no começo da década de 80 – passava ao final da tarde, na Rede Globo de Televisão.
Na verdade, ele começou a ser exibido em 1972, mas minha memória não chega tão longe. E continuou até 1983.
Além de matérias dedicadas ao público infantil, o programa trazia animações. Uma para cada dia da semana.
Uma de minhas preferidas era A Linha, criação de Osvaldo Cavandoli, e que reencontrei no blog da Anny.
A Linha é uma verdadeira manifestação do saudável sadismo do criador em relação às suas criaturas. A todo instante o personagem, feito de uma única linha – a mesma pela qual passeia em seu mundo bidimensional – é desafiado e tripudiado por seu desenhista.
Escolhi publicar este aqui:
O bacana é que ele só resmunga coisas e você entende tudo. E, claro, está na cara que ele é italiano.
Uma coisa interessante é que algumas das animações que encontrei no YouTube são dedicadas ao público adulto.
Outros desenhos do Globinho
Mio & Mao, os gatos de massinha em stop motion e sua trilha sonora e vozes memoráveis.
A família barbapapa: Barbapapa, Barbamama e os sete filhos Barbaclic, Barbacuca, Barbazoo, Barbatinta, Barbalala, Barbaploc e Barbabela.
Uma curiosidade sobre O Globinho
Durante o regime militar, O Globinho – talvez por ser dedicado às crianças – era o único telejornal que não sofria censura prévia. Assim, algumas matérias que não puderam ir ao ar em outros programas foram adaptadas para seu formato e nele exibidas.






