O mineiro Por Uma Educação Romântica, têm virtudes literárias em um sentido mais geral, divertidos e inspiradores.

Diz ele, em entrevista à Revista Época:

Não é de hoje que a escola é chata. Ela sempre foi assim e isso acontece porque as coisas são impostas às crianças. A prova de que uma criança gosta de ir à escola é se, na hora do recreio, ela está conversando com os amigos sobre as coisas que a professora ensinou. E não se vê isso. Então fica evidente que elas gostam da escola por causa da sociabilidade, dos amiguinhos, por causa do recreio. Mas elas não estão interessadas naquilo que se ensina na escola. Você acha que um adolescente, vivendo na periferia, pode ter interesse em dígrafos? Não tem interesse nenhum. Existe outra expressão terrível: grade curricular. Já brinquei que deve ter sido cunhada por um carcereiro.

Recomendo a leitura completa da entrevista, que faz pensar no tempo perdido naquelas cadeiras horrorosas das escolas.

Resolvi falar sobre ele porque, assim que achar o livro novamente, quero escrever sobre uma idéia desse escritor que, na verdade, é comum na casa de muitas pessoas: a biblioteca de banheiro.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!