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A educação, hoje, mata a criatividade

18 de novembro de 2008 | Publicado na Categoria Educação | 5 Comentários »

Ao assistir este vídeo – divertidíssimo, por sinal – ocorreram-me tantos insights que eu teria que vê-lo novamente anotando todos.

Ken Robinson fala sobre educação e como a ela age no potencial de nossos cérebros como a nossa economia extrativista e predatória.

Fala da diferença entre receitar remédios para uma aluna agitada ou descobrir que ela não é doente: mas uma bailarina.

Sabe a garota com dificuldade de aprendizado e que se tornou bailarina e, mais tarde, uma famosa coreógrafa? Sorte dela que Transtorno de Déficit de Atenção, na década de 30, não era uma doença comercializável ainda. Ela poderia ter tomado remédios e se tornado uma aluna normal. É o que todos esperamos de nossas crianças, não é?

Via Fabiano Caruso.

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5 Comentários para “A educação, hoje, mata a criatividade”

  1. |Fly| - Ismael Alberto Schonhorst - 18 11 2008 às 12:05

    Alessandro, nunca comentei no seu blog, mas este post me rendeu a motivação necessária. Na verdade, eu que sou besta, pois adoro o “Livros e afins”, acho sinceramente ele o melhor blog da internet, tanto que é o único que faço questão de abrir todos os dias no meu GReader e ler os posts. As vezes dou um tempo no PC, para não ficar bitolado, mas venho antes ver se o seu blog tem algo de novo. Parabéns! Mas vamos ao assunto do post. Eu já conhecia estes dois vídeos, assino o canal do TED-BR, mas venho dar novamente os parabéns por divulgar ele. Fiquei como você, assistindo e pensando “Vou precisar rever isso”. Muito bom o vídeo! Tenho 20 anos, curso Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, e depois quero acabar Jornalismo, que é a minha profissão real. Escrevo sobre o cinema, minha outra paixão além da literatura, juntamente com a música. Pretendo continuar no meio acadêmico, e me tornar professor universitário. O vídeo é focado mais na educação inicial, mas sinto os problemas que ele apresenta ainda no meu curso. Veja só, estou num curso de comunicação, trabalhando com publicidade, onde você tem que encantar o consumidor, então na teoria, criatividade deveria valer ouro, certo? Errado. Os professores nos colocam o medo de que temos que ser perfeitos. Fez errado, então vai ser demitido. Isso nos leva a zona de conforto, melhor fazer como manda a cartilha e certo, do que tentar inovar e se dar mal. E o pior é que este certo que é recompensado. Nunca fui pelo caminho do certo, gosto de experimentar todas as opções na hora de trabalhar, e tenho outros colegas assim. Mas os que são recompensados sempre são os que fazem o que mandou no livro tal, escrito pelo publicitário tal, de 85 anos, e que passou a teoria sem emoção nenhuma. Ficou no “Faça A, Faça B, Faça C, e pronto”. É triste isso. Estou desenvolvendo junto com um de meus professores que mais tem a mente aberta, e curte livros e gibis, um projeto de história em quadrinhos sobre teoria da comunicação. Tive esta idéia, de que pode ser muito mais bacana aprender toda a parte teórica, que é chata para quem não gosta, lidar com semiótica, e todo este blá blá blá, lendo um gibi. Mais bacana e mais eficaz. Também estou conversando com ele, e vamos começar a catalogar filmes que possam servir de apoio para certos conteúdo da comunicação. Ele já foi repreendido por outros professores, que acham que cinema é besteira, que não tem nada a ver indicar ou passar filmes na faculdade, que cinema é diversão e faculdade é estudo. Chega a desanimar, mas a batalha não está perdida. Desculpe a mensagem enorme, e sem propósito, mas eu precisava dividir com alguém estas idéias jogadas. Continue com seus ótimos posts, que eu continuarei recomendando seu blog com o maior prazer. Obrigado!

  2. Alessandro Martins - 19 11 2008 às 8:42

    Ismael,

    faça parte da coisa, mas não se infecte. Gostaria de dizer algo a respeito do seu comentário, mas ele disse tudo. Não desista, ok? Fique firme em seus princípios ainda que os seus princípios mudem com o tempo… mantenha a essência.

    Abraços do Alessandro.

  1. [...] vídeos foram uma dica de Alessandro Martins que os viu no Fabiano [...]

  2. [...] de assunto – mas, de certa forma, ficando nele -, essa história faz lembrar do vídeo sobre educação que postei recentemente, em que o palestrante se refere ao Transtorno de Déficit de Atenção que, [...]

  3. [...] motivadoras em um sentido de fazer você querer aprender mais e mais.Eu já mostrei uma delas aqui:Ken Robinson: Escolas Matam a Criatividade?E, também no post anterior:Os Juízes pararam de estudar Ética? – no post eu destaco a palestra de [...]

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