Os professores de Língua Portuguesa, Literatura e afins do futuro, como se sabe, sairão do curso de letras. Graças a um post do blog Livraria do Thiago, cheguei a um artigo do escritor Marcos Bagno: A Catástrofe do Curso de Letras.
De fato, o cenário que lemos ali é preocupante:
As estatísticas não mentem: a retumbante maioria dos estudantes de Letras vêm de camadas sociais pobres ou mesmo miseráveis, filhos de pais analfabetos ou que têm escolarização inferior a quatro anos. Isso significa muita coisa.
(…)
Nós, porém, fingimos que eles são ótimos leitores e redatores, e despejamos sobre eles, logo no primeiro semestre, teorias sofisticadas, que exigem alto poder de abstração e familiaridade com a reflexão filosófica, e textos de literatura clássica, escritos numa língua que para eles é quase estrangeira. E assim vamos nos iludindo e iludindo os estudantes.
O resultado é que os estudantes de Letras saem diplomados sem saber lingüística, sem saber teoria e crítica literária e sem saber escrever um texto acadêmico com pé e cabeça.
Saídos bem ou mal das faculdades, eles entram no mercado educacional e repetem o ciclo.










