Recentemente publiquei um post em que perguntava aos leitores como era (ou é) a biblioteca da escola em que estudaram (ou estudam). Os depoimentos foram tantos e tão ricos que decidi criar uma série sobre o tema.
A leitora Mônica Cyrillo Blum, professora de Língua e Literatura Portuguesa e Bibliotecária escolar, diz o seguinte:
A biblioteca da minha escola era imponente. Séria. Sisuda. Nunca me ocorreu pedir à bibliotecária uma sugestão sequer. Nâo achava que ela entendesse de livros além das etiquetas e fichas que preenchia fervorosamente. Talvez ela entendesse muito de literatura – nunca saberei. Não a culpo – não existiam computadores e ela estava entregue ao insano trabalho de tornar “acháveis” as diversas obras com suas várias fichinhas…
Assim, vagava livre pelas estantes, sonhando com as diversas possibilidades e trilhei sozinha e, às vezes, com ajuda de amigos, meu caminho pela literatura… Sem receitas. Apenas pelo meu bel prazer. Como diz Sartre:
“Deixaram-me vagabundear pela biblioteca
e eu dava assalto à sabedoria humana…
Foi ela quem me fez… os livros foram meus
passarinhos…e meus ninhos… meus
animais domésticos, meu estábulo e meu
campo.
A biblioteca era o mundo… colhido num
espelho.
Tinha a sua espessura infinita, a sua
variedade e a sua imprevisibilidade.”
Hoje, bibliotecária escolar, também deixo vagar pelas estantes quem eu percebo que procura não se sabe bem o quê… Mas interfiro, sugiro, apresento possibilidades…
A biblioteca do Colégio Friburgo está repleta de livros misturados a brinquedos e chapéus… Que são todos matéria de sonho.
Professores e alunos lotam mesas e tapete. Conto histórias. Persigo professores com livros, artigos de revistas e jornais…
Na nossa biblioteca prevalece a cumplicidade pelo amor aos livros e a alegria da leitura!
Agora, se quiser, veja todos os depoimentos da série. Você pode deixar o seu nos comentários, abaixo.










