Comecei a ler o livro A Arte de Amar, de Erich Fromm. Na verdade é um livro que já havia lido por volta dos 17 ou 18 anos. Na época causou-me grande impressão. Primeiro por tratar-se de um texto de fácil entendimento. E, segundo, por confirmar coisas nas quais já acreditava.
Entre elas, o fato de que o amor não é algo que nos é dado, mas que aprendemos e só o desenvolvemos pela força da vontade, disciplina e dedicação. Não algo que nos leva, mas algo que levamos.
Vivemos uma época em que nos esforçamos por ser amáveis - atitude verdadeiramente passiva -, buscando incrementos de poder, beleza e popularidade, surpreendendo mais aos outros que a nós mesmos.
Por outro lado, achamos que amar – gesto na verdade ativo – será algo natural e espontâneo quando encontrarmos esse objeto de amor idealizado. Muitas expectativas são quebradas quando essa postura depara com a realidade.
Em breve colocarei citações desse livro por aqui de que, acredito, você gostará. Fica a primeira delas, essa na ilustração acima, atribuída ao alquimista Paracelso. Bonito isso: aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas.
Talvez, em vez de procurar as cerejas, das capas de revista, das bandas de rock de última hora, da novela das oito ou da comédia romântica, precisemos conhecer um pouco mais sobre as uvas que nos rodeiam.











