9 modos simples de evitar erros ortográficos de português, escrever certo e nunca mais passar vergonha
18 de maio de 2007 | Publicado na Categoria O prazer de escrever | 59 Comentários »Quando em dúvida sobre a maneira correta de escrever uma palavra, você pode usar os seguintes recursos:
- Consultar um dicionário online – Eu sugiro o dicionário de Língua Portuguesa Priberam, que é grátis. Além disso, ele oferece a conjugação de 13 mil verbos.
- Consultar a Academia Brasileira de Letras – A maior autoridade ortográfica da Língua Portuguesa no Brasil é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, de responsabilidade da Academia Brasileira de Letras. O que está ali é lei. Não há o que discutir. A academia também tem um serviço de respostas a dúvidas relativas à língua.
- Aprenda o básico de ortografia – Existem algumas regras – bem como suas muitas exceções – que facilitam sua vida se aprendidas. Procure dicas de ortografia, o sentido e o significado de ortografia, o uso correto das consoantes e vogais e suas combinações e tudo o mais que você puder encontrar e então você passará a cometer cada vez menos erros.
- Consultar o Google – Se estiver em dúvida sobre o modo certo de escrever a palavra, o Google pode sugerir a forma certa de escrevê-la, às vezes, no topo dos resultados. Já achei esse recurso um tanto intrometido, mas depois de ele ter me tirado de algumas cruéis encruzilhadas ortográficas, mudei de idéia.
- Coloque as palavras para brigar no Googlefight – Se a sua dúvida for entra duas formas de se escrever uma palavra, coloque-as para brigar no Googlefight. Em geral, a vencedora é a correta. O que prova que a maioria das pessoas ainda cuida de escrever com correção. Além disso, é divertido. Veja o resultado da luta entre a palavra exceção e a palavra excessão. Se a vitória for apertada, desconfie. Algumas palavras têm mais de uma forma correta de serem escritas e algumas grafias dão significados diferentes às palavras, como sessão e seção.
- Consultar um dicionário físico – Pode ser, por exemplo, o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa. Não entrarei em picuinhas para discutir se esse ou aquele dicionarista é melhor.
- Instalar um dicionário eletrônico no computador – O Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa tem uma versão eletrônica que se integra a outros programas se o usuário quiser. Mais confiável que o corretor ortográfico que vem de fábrica nos editores de texto.
- Pergunte a alguém – Se esse alguém não souber, ao menos você vai instaurar a dúvida e outra pessoa além de você aprenderá algo.
- Use sempre mais de um dos métodos sugeridos – Só assim você terá certeza e ainda terá a chance de fazer descobertas inesperadas sobre as palavras.

Não conhecia o link da ABL e só consultava os dicionários físicos. Tenho o Aurélio e o Houaiss e ainda prefiro o primeiro por dar informações mais completas – como exemplos do uso da palavra e no caso dos verbos o uso sintático (se são verbos transitivos diretos ou indiretos).
O que mais tenho usado são as dicas do Google.
Aprender ortografia é importante, e é uma das áreas linguísticas em que a internet auxilia bastante.
Um livro é difícil de ler na tela, mas consultar um verbete? Só se for muito preguiçoso para não fazer.
Abraços!
Acho que a leitura de livros é essencial para se escrever corretamente. É um caminho longo, mas é o mais duradouro.
Eu nunca consegui gostar de regras de ortografia. Por isso uso o meu gosto de leitura como “muleta” para a minha ortografia. Isso normalmente nos dá um instinto para as palavras. Quando tenho dúvida, escrevo a palavra das maneirais que acho que podem ser. E bingo, a mais bonita aos meus olhos tende a ser a correta.
Nossa, eu sempre ouvi da minha professora:
Como você pode escrever direitinho e errar as questões de gramática? (rs)
Adorei colocar as palavras para brigar!
Um jeito criativo de acabar com certas dúvidas.
Beijo da Ma
Sempre usei o Priberam, é ótimo mesmo.
Sobre baixar um dicionário, gosto demais do Aurélio. Vem com conjugações, dicinário de sinônimos, e mais um zilhão de coisas…
Houaiss eu não gosto. Acho uma inbecilidade tentar complicar o que já não é tão simples. Tentei (quando digo tentei, é porque não consegui mesmo) ler o Ulisses dele. Não dá.
Ele escreveu outro livro, enfim.
E o pior foi que agora foi tentar ver como era a cara desse Houaiss no google, e achei a biografia dele. Um trecho:
“(…) Nos dez anos que se seguem lança a sua monumental tradução de Ulisses (1966), de James Joyce”
É piada?
http://www.vidaslusofonas.pt/antonio_houaiss.htm
Google rulez! Não conhecia o google fight. Bem divertido!
abraço!
Perfeito Alê! Adorei as dicas.
Esse post vai pro meu delicious.
Por isso gosto desse blog :-)
Ótimas dicas, já usava alguns métodos dos citados por você.
Espero que futuramente escreva mais desse tipo.
Você salvou minha vida! :D Mudei pra Sampa e deixei muitas coisas na minha antiga casa, inclusive meus dicionários. Tudo bem que eles já estavam meio velhinhos, deviam datar de mil novecentos e guaraná com rolha, mas mesmo assim eram extremamente úteis quando eu começava a travar minhas lutas internas com a grafia de certas palavras. Enquanto não compro dicionários decentes, vou recorrendo às suas dicas.
Abraços,
Jana.
Boa mesmo é a idéia do googlefight. É uma questão de recorrência, então vale a pena tomar cuidado. Um fight entre maizena e maisena dá vitória para maizena, é claro.
Mas pra muitas outras coisas é bastante válido!
=)
Muito boa a dica, Alessandro!
No meu computador eu mantenho as versões digitais do Aurélio e do Houaiss. No UOL, para assinantes, ainda é possível checar o Michaelis Online.
Sem falar nas gramáticas físicas. Tenho uma do Ernani Terra, estudantil mesmo, que é sensacional.
Se o Submarino entregar, hoje eu recebo mais dois manuais de redação, que se somarão ao “Manual da Redação – Folha de S. Paulo”. Se chegarem.
Posso ser nojenta? Eu nunca erro. Acho que porque dei aulas particulares de português pra adolescentes quando tava na faculdade. Entre outros motivos, além de ler muito etc. Mas tenho um problema com palavras cujo significado nunca consigo fixar. Por exemplo, cabotino. Já olhei trocentas vezes no dicionário e nunca sei como usar (engraçado que é o livro do Paulo). Outra: paradigma.
Cristina, depois de tanto ler os editorias da Folha de S. Paulo, acabei aprendendo que paradigma é algo padronizado, tradicional.
Agora, se alguém puder me explicar o que uma pessoa quer dizer quando escreve que “o Governo adota diretrizes políticas nada ortodoxas”, eu agradeço. =D
Correção: é “editorial”, e não “editoria”. Editoria até tem a ver com jornal, mas é outra coisa. Não é mesmo, caro Alessandro? xD
Muito legal o “Googlefight” que eu não conhecia, achei divertida a briga entre “me” e “myself”.
Parabéns pelo post que é informativo sem ser chato (como o tema da ortografia tende a ser).
Pois é, Lika. Resolvi sugerir o Houaiss para ficar em um só e simplificar a história. Uma hora dessas eu faço um comparativo básico entre os dois. Mas, na prática, para dúvidas ortográficas do dia a dia os dois serve… Beijos!
Exatamente, André… na dúvida, não custa nada pelo menos ver o que o Google tem a dizer ou mesmo o dicionário online sugerido… só se o sujeito não se importar com correção… Abraços!
Com certeza a leitura reduz a possibilidade de erros, Rodrigo… mas eu sempre tenho aquela dúvida que mesmo escrevendo a palavra não consigo sanar… aí o jeito é apelar para o recurso que estiver mais a mão… Abraços!
Ma, colocar as palavras para brigar no Googlefight, se você não cuida, vira vício… rs… Abraços!
Bem, Diego… eu acho que simplificar o Ulisses é uma tarefa um tanto quanto difícil. Pessoalmente, basta-me saber que ele existe. Prefiro ler coisas que me divertirão mais por ora. Quem sabe no futuro eu descubra o prazer dessa obra de Joyce.
Uma honra ir para seu del.icio.us, Flávia. Que bom que del.icio.ou… beijos!