7 livros estranhos que li
29 de maio de 2007 | Publicado na Categoria Livros e afins | 21 Comentários »O Thássius Veloso, do Memórias Fracas, desafiou-me a listar os 7 livros mais estranhos que já li.
Certamente na lista abaixo nem todos os livros são estranhos, mas ampliei o conceito para outros fatores que os enquadram nessa classificação.
Também devem ter ficado de fora alguns livros bem estranhos que li, mas que no momento não recordo.
- Manual do Blefador - Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Blefe Para Nunca Passar Vergonha, de Peter Gammond – é um livro de humor, mas ele de fato ensina a blefar e se sair bem de diversas situações que envolvam debate e conhecimento. Mas você nunca sabe quando o autor está falando a sério ou está simplesmente blefando.
- Um breviário – O caderno de orações de uma freira amiga de minha avó. Ele está encapado com um pedaço do tecido do hábito da monja. Enquanto folheava aquelas páginas e lia os trechos em português arcaico e latim, não conseguia deixar de imaginar com que parte do corpo dela aquele pano negro esteve em contato.
- História de santos e mártires – Minha avó queria que eu fosse padre. Jogava em minha mão todos os livros que tinham histórias de santos e mártires. Eu lia aquilo com o tradicional sadismo infantil, querendo descobrir de quantas maneiras torturantes um cristão podia morrer. Graças a esses livros eu imaginava que a Virgem Maria era uma espécie de assombração que aparecia para os “escolhidos”. Eu morria de medo.
- Como Perder Amigos e Aborrecer Pessoas, de Irving Tressler – O livro é uma paródia daquele Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas. É humor, mas pode apostar que suas dicas dão resultado se aplicadas.
- Chapeuzinho Vermelho, de Perrault – O conto de Perrault termina quando o lobo devora a personagem-título. Sem lenhador, sem final feliz, sem gente saindo da barriga do bicho morto. Terrível para uma criança de cinco anos. Eu ficava procurando no livro as páginas que eu julgava perdidas com o resto da história.
- Dicionário Prosódico Português, de 1835 – É o livro mais antigo que há na casa de meus pais. Como não tenho o volume aqui comigo só posso dizer que é muito curioso ver as definições da época para certas palavras e as sugestões de pronúncias à moda portuguesa.
- Livros de Eric Stanton em geral – Quadrinhos, como direi, adultos. Eu não acho estranho. Mas aposto que vai haver muita gente achando esquisito esse meu lado meio pervertido.

Como se a história da Chapeuzinho já não fosse terrível o suficiente do jeito mais “light”.
Até que você é meio normal.
Rá! Aposto como se assustou ;P
ahaha
Eu nunca li coisas esquisitas envolvidas com panos de origem duvidosa. No máximo os contos e quadrinhos adultos.
abraço
Olhei algumas ilustrações do Stanton: são só cenas de tortura?
Não é exatamente esquisito mas inusitado.
Beijo
Eu estou lendo no momento A Segunda Dama por Irving Wallace. É bem antigo, mas eu estou curtindo. : )
A propósito, mudei o theme do meu blog. hehe
Um abraço, Alessandro \o/
hahahah bacana!!!! Mas não consigo pensar em nenhum livro estranho que tenha lido…
Agora esse brevario é uma verdadeira reliquia, não?
Ainda bem que você não virou padre… assim, pena para a tua vovó, mas para os seus leitores essa opção estava totalmente fora da lista… rs
beijos
Histórias infantis nada têm de infantis como nós sabemos, Tina… Beijos!
De perto ninguém é, Lucas… já disse um famoso compositor aí… Abraços!
Não… na verdade há a predominância de cenas de dominação feminina e algum spanking, Lika… Beijos!
Ficou legal o novo tema. Não creio que precise, mas caso seja necessária alguma ajuda pode contar comigo… Abraços!
Nem fale, Maga… não sei como eu conseguiria viver sem alguns… ahn… aspectos da vida… Beijos!