Estou certo de que, ainda que os blogs – como meio e suporte – não se tornem o futuro da comunicação e propagação de informações, eles ao menos dão pistas de como esse processo se dará mais à frente.
O blog Monitorando, do editor Rogério Christofoletti, levantou a questão dos cursos universitários frente às novas possibilidades de comunicação. O problema pode ser estendido às ciências humanas, exatas e biológicas.
Tenho certeza de que depois deste Blogcamp, os editores voltarão para seus computadores cheios de idéias, de respostas e sobretudo de perguntas.
Embora eu não tenha participado, deixo aqui as minhas, que podem parecer absurdas agora, mas que em breve soarão bastante razoáveis:
- Haverá um dia uma cadeira sobre blogs – ou seu equivalente futuro – nos cursos de comunicação? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
- E em outros cursos?
- O que habilitaria alguém a dar aulas sobre isso?
- Há como um curso universitário acompanhar as mudanças rápidas que acontecem nesse meio (pense no que eram os blogs há cinco anos e no que são hoje)?
- Haverá, no futuro, regulamentação do uso profissional de um blog ou seu equivalente? Há necessidade disso? Isso seria bom ou ruim?
- As leis hoje existentes são suficientes ou não para abranger a complexidade dos blogs? O que falta para elas serem suficientes?
Creio que uma boa forma de responder essas questões é lembrar que o blog é apenas um suporte assim como o papel ou um livro: de fato, pode conter apenas um diário adolescente, notícias econômicas importantes ou, ainda, críticas de arte influentes. As possibilidades são infinitas.
Considerando isso, creio que a principal questão não foi listada. E a faço agora:
- Afinal, o que torna um blog sujeitável a essas perguntas?











