Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James, é o tipo de livro que eu tenho certa preguiça de ler e que, portanto, acabo por não ler. 50 Tons de Cinza faz parte de uma trilogia que inclui Cinquenta Tons Mais Escuros e 50 Tons de Liberdade.

Aparentemente transgressivo, na verdade, parece pasteurizar a transgressão, colocando-a ao alcance de quem não quer transgredir paradoxalmente. Talvez já seja um começo, mas, sei lá, tenho preguiça disso.

Ontem eu fiz um post brincando com essa história, até: Claro, claro, a História de Amor.

A editor Intrínsica, em sua página do Facebook, publicou uma enquete perguntanto às leitoras (somente às leitoras), o que mais as interessava no livro 50 Tons de Cinza.

Veja o resultado parcial da enquete:

cinquenta tons de cinza

Que problema há em admitir o real grande interesse que gira em torno dessa história afinal de contas?

Por que as mulheres têm tanta dificuldade em admitir os seus desejos mesmo que anonimamente? Sim, porque histórias de amor existem milhares além dessas e, certamente, muitas melhores que 50 Tons de Cinza. E para todos os gostos.

É possível que Cinquenta Tons de Cinza tenha atingido o público de Crepúsculo que, eventualmente tenha amadurecido um pouco sem, no entanto, deixar de lado seus recalques?

Não sei. Convido o leitor e a leitora a responder.

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Isso mostra que nem só de literatura transgressoramente pasteurizada se faz o leitor que busca na internet sua fonte de acervo.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!