Comecei a escrever pela mesma razão que muitas outras pessoas: gostar, mas gostar de escrever não é sinônimo de ser um escritor e muito menos um escritor de sucesso. Gostar de escrever significa estar aberto a novas experiências, novas vivências, acertar, errar, tentar de novo. Tornar-se escritor é uma tarefa contínua, construída a cada dia, com muito trabalho, muito estudo, muito exercício e pouco ou nenhum reconhecimento. Isso, porém, não é uma crítica ou um convite ao desânimo. Ao contrário, é sempre um momento para parar e perguntar onde está o erro e navegar rumo a ele, rumo a sua solução.

Grande parte das dicas, sugestões e ferramentas que publico nos blogs em que apareço são em parte isso, tentar entender, aprimorar, pesquisar para escrever mais e melhor.

Recebi um email do Rafael Martins com o seguinte texto:

“vi uma postagem sua por aí sobre como escrever bem e tudo mais. Bem, tenho 14 anos, rs, mas AMO escrever! Quero até seguir carreira de roteirista daqui há alguns anos, mas preciso aprender muita coisa, pois as histórias que faço, mesmo tendo uma trama legalzinha, eu não consigo fazê-la desenvolver-se do jeito que quero. E bem, se tivesse um tempinho, eu queria saber se não podia me dar alguns “toques” sobre como escrever um pouco melhor.”

Em atenção à sugestão do Rafael Martins e, vendo que há muitas outras pessoas que podem estar com as mesmas dúvidas, resolvi publicar uma lista de sugestões para os aspirantes a escritores. Dicas, ferramentas, conselhos. Mas, alerto desde já, o que vale é o esforço e a superação de cada um e que as respostas que o mercado dá nem sempre querem dizer para você parar. Acredite no seu potencial! Trabalhe duro!

Vamos às dicas e aos conselhos:

Dicas comportamentais e de ferramentas

  1. Trabalhe o seu preconceito – o preconceito, presente em cada um de nós, é um fator limitador de imaginação e pensamento;
  2. Leia, leia, leia – quanto mais se lê, mais se percebe uma forma melhor de escrever, além do que, a leitura aguça o senso crítico;
  3. Escreva, escreva, escreva – sabe aquela cena do carinha desesperado cheio de papel amassado na sala, pois é, imite-o até sair algo bom;
  4. Tenha disciplica para escrever – trate essa atividade como um trabalho e como um trabalho bem feito, ela renderá frutos;
  5. Nunca despreze um texto – se ficou ruim, gaveta nele, mais na frente você pode retomá-lo, reaproveitá-lo, readaptá-lo;
  6. Tenha um banco de ideias – seja um mural, um carderno, o bloco de notas do seu computador, tenha sempre um repositório de ideias e que seja organizado. Uma sugestão boa para ferramenta é o evernote;
  7. Mantenha o corretor ortográfico e gramatical do seu editor de texto atualizados – ficando de olho nas novas regras do acordo ortográfico;
  8. Evite mostrar seus trabalhos a pessoas que não guardam relação com livros e textos – muitas vezes um leigo não tem condições de orientá-lo adequadamente, assim como alguém superpreparado pode não ter tempo para você, então, tenha senso de oportunidade. Visite, fóruns, comunidades, fale com professores, amigos da área;
  9. Saiba mostrar seu trabalho – conheça as regras dos concursos, conheça o estilo das editoras, algumas recebem texto impresso, outras formato digital, outras ainda, gostam de receber projetos. Nada muito enfeitado para a escrita aparecer mais;
  10. Conheça as etapas para a produção de um livroaté um livro chegar ao mercado, há várias etapas a serem cumprida, conheça-as.
  11. Aceite as críticas, sempre – por pior que elas sejam ou pareçam, aprenda com elas;
  12. Mantenha acervo de livros de referência – físicos ou digitais, mantenha dicionários, livros de ideias afins, manuais;
  13. Persiga, no bom sentido, pessoas que tiveram êxito na carreira de escritor – conheça suas vidas, seus começos, suas dificuldades. Aprenda com eles;
  14. Não se preocupe com ideias originais – muito mais comum do que se pensa é mais de uma pessoa ter a mesma ideia ao mesmo tempo, portanto seja mais do que original, seja espontâneo, tenha um ponto de vista particular. Escrevendo muito é possível encontrar e perceber o próprio estilo;
  15. Conheça o estilo no qual você se sai melhor – poesia, romance, triller, drama, comédia, teatro, novela, roteiro,  reportagem, enfim, o que quer que seja estilo, gênero ou atividade, perceba-se para trabalhar sobre isso;
  16. Crie um email profissional para começar – as pessoas começam a notar você pela sua forma de comunicação;
  17. Não force estilos, não abuse de gírias, não queira chocar gratuitamente – um dos piores comentários sobre uma comédia é que se fez comédia involuntária. Não seja involuntário, tenha propósitos. Ame a norma culta da linguagem;
  18. Contextualize seu trabalhoas metas de leitura devem estar relacionadas a prazer, informação e entendimento, sendo assim, foque para qual público você quer se dirigir;
  19. Faça cursos, muitos cursos, oficinas, palestras – mergulhe no universo do qual queira fazer parte. Posso citar lugares como: FGV, Open culture, Fundação Palmares, só para citar alguns exemplos ;
  20. Conheça as regras para registrar um trabalho na Biblioteca Nacional;
  21. Conheça e concorra em concursos literários – mesmo não conseguindo o resultado, é interessante manter o exercício, tanto pela escrita, quanto pela forma de concorrer e, mesmo não ganhando, acompanhe e conheça o trabalho dos ganhadores. Aqui há o Concursos & Prêmio Literários e o blog de Concursos Literários;
  22. Considere a publicação independente – com um pouco de tempo, você pode estudar e se aprimorar para ser seu próprio editor;
  23. Conheça ferramentas que auxiliam escritores – veja aqui 7 ferramentas para escritores, mas ainda há muitas outras.

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Sobre o autor: Roberta Fraga

Crio seres imaginários, escrevo contos, costuro histórias.