Adaptação e seleção de 50 fábulas de Esopo
9 de dezembro de 2008 | Publicado na Categoria Livros e afins | 2 Comentários »O leitor Joseph Shafan pediu para que eu divulgasse a sua seleção e adaptação de 50 Fábulas de Esopo.
Se você não sabe ou não lembra quem foi Esopo, basta de início saber que ele é o cara da fábula da Raposa e das Uvas: a raposa, ao ver que as uvas estão fora do alcance, desdenha, dizendo que estão verdes e que, por isso, não as desejava realmente.
Joseph Shafan, no email que enviou para mim, explica seu trabalho:
Era um desejo antigo reunir aquelas que considero mais interessantes e, finalmente, consegui. São fábulas selecionadas e adaptadas da edição em língua portuguesa do século XIX “Fabulas de Esopo – com applicações moraes a cada fabula” – 1848 – Paris, Typographia de Pillet Fils Ainé [domínio público em http://pt.wikisource.org], vertidas diretamente do grego por Manuel Mendes, da Vidigueira.
A adaptação foi composta após quase que uma tradução do português daquele século para o português brasileiro de hoje. Sempre que possível procurei manter a forma pronominal [segunda pessoa do singular] utilizada na edição parisiense, até porque é muito utilizada em diversas regiões do Brasil. Para se ter uma idéia do português de antanho, cito aqui uma passagem da fábula que intitulo “O Pinheiro e o Coqueiro” (quando meu tio Helio me contou ele cunhou o título “O Carvalho e a Palmeira”, mas resolvi adaptar para árvores que são mais fáceis da criança de hoje identificar), que nas palavras de Manuel Mendes chama-se “A Faia e a Cananoura”: “a Faia alta e direta não queria dobrar-se ao vento, antes vendo a Cananoura, que se maneava facilmente, a conselhava que estivesse sem dobrar-se”.
Por isso, embora tenha havido alguma dificuldade, foi muito divertido. Diversão que espero tenham: minha pequena filha Leticia, minhas netas Yasmin e Elis (a elas dediquei o trabalho) e todos que se aventurarem por essa delícia que é o caminho das fábulas. Esperem que gostem!
Ao ler algumas das fábulas, ficamos com a impressão de que ela nos disse algo óbvio. Mas fábulas, às vezes, são assim: dizem aquelas coisas que vemos acontecer diariamente e, ainda assim, teimamos em não apreender. De certa forma, fábulas sintetizam de forma narrativa fragmentos de sabedoria.

Muito legal, várias fábulas eu já havia ouvido mas não sabia qual era a sua origem.
Alecsander,
blogando e aprendendo. Abraços do Alessandro Martins!