Filmes que vi nos anos 90 no cinema
11 de junho de 2008 | Publicado na Categoria Cinema | 13 Comentários »Vou aproveitar que estou com esse Almanaque Anos 90 – que ganhei da assessoria de imprensa da editora Agir – e, com ajuda do capítulo sobre Cinema, listar os filmes que vi em salas de projeção naquela época e o que significaram para mim.
Claro que vi mais coisas, mas não vou conseguir lembrar de tudo. Mas o mais significativo é que a maioria deles assisti ainda em cinemas de rua que, como vocês devem saber, são coisa do passado, pelo menos aqui em Curitiba.
Agora só em Xópingue.
Pois bem:
- Carlota Joaquina, de Carla Camurati – lembro de a diretora dizendo antes da exibição que o sistema de som do Cine Luz era ruim. O filme também era.
- Terra Estrangeira, de Walter Salles – deu vontade de ir para Portugal e ficar preto-e-branco. Sem falar que eu tenho uma coisa pela Fernanda Torres.
- O Quatrilho, de Fábio Barreto – como é que esse filme disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro?
- Menino Maluquinho, de Helvécio Raton – é baseado na obra de Ziraldo. Não me empolgou tanto quanto o livro.
- O que é isso, companheiro?, de Bruno Barreto – uma professora esquerdista do Cefet fez a gente ler o livro do Gabeira. O livro não é ruim, nem o filme. Mas não consegui ver o Luis Fernando Guimarães a sério. É que, quando ele é sério, ele é engraçado.
- Pequeno Dicionário Amoroso, de Samara Werneck – vi com minha primeira namorada a sério. No final, ela ficou triste. Às sextas, eu via Arquivo X, com ela. Depois Milenium. Depois um programa semi-erótico da Playboy.
- Central do Brasil, de Walter Salles – Aí eu vi que o cinema brasileiro estava começando a querer falar com as pessoas comuns como eu e você, sem ser uma novela na tela mas também sem ser uma tese de doutorado.
- Um Copo de Cólera, Aluízio Abranches – eu já gostava do livro do Raduan Nassar. Continuo preferindo o livro, mas foi bom ver o Alexandre Borges e a Julia Lemmertz se pegando.
- Drácula de Bram Stoker, de Francis Ford Copolla – eu torci pelo vampiro, assim como no Fantasma da Ópera eu torço pelo fantasma da ópera.
- Entrevista com o vampiro – aquilo do Tom Cruise mordendo o pescoço do Brad Pitt – e demais interações – deixou-me um tanto incomodado.
- Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton – gostei.
- A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça – não gostei.
- Pulp Fiction, de Quentin Tarantino – que me fez ver Cães de Aluguel, que me fez querer ter um terno preto.
- Meninos não choram – provavelmente o filme mais legitimamente triste da década de 90. Não por tratar da temática homossexual. A temática homossexual é irrelevante no caso desse filme. O filme é humanamente triste.
- Despedida em Las Vegas – provavelmente o filme mais legitimamente triste da década de 90. Não por tratar da temática do vício. A temática do vício é irrelevante no caso desse filme. O filme é humanamente triste.
- O Paciente Inglês – dormi.
- Meu Primeiro Amor – filminho de sessão da tarde, mas não esqueço dele porque a menina com quem fui ao cinema chorou e soluçou tanto e tão alto que quase fomos expulsos pelo lanterninha.
- A vida é bela - que grande puxa-saco dos estadunidenses é esse Benigni, não?
- Forrest Gump - Vi com meu pai em um cinema pequenino de shopping. A tela também era pequena. O público também. Aprendi que nos Estados Unidos até um idiota pode se dar bem desde que saiba contar histórias e tenha bom coração.
- Ghost - Fui com duas amigas de quem era a fim. As duas saíram do cinema com olhos vermelhos. Foi no Cine Condor, onde também vi Indiana Jones e a Última Cruzada com meu pai. O prédio virou bingo, depois igreja evangélica e depois não sei. Deve ter virado estacionamento. Um dia tudo vira estacionamento.
- Trainspotting - é incrível, mas não consigo lembrar se vi no cinema ou em vídeo.
- De olhos bem fechados – a cena da orgia mudou a vida de muita gente que freqüenta bailes de máscaras que conheço.
- Boogie Nights - filme do ótimo Paul Thomas Anderson, de Magnólia, sobre a indústria pornográfica. Fui com a minha namorada – aquela de O Pequeno Dicionário Amoroso. Ela achou o fim aquele tipo de vida, mas a cena final não pareceu incomodá-la.
- A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha – vi a trilogia de Kieslowski no Cine Luz. Provavelmente foi em uma daquelas Sessões da Meia Noite que formavam filas imensas e que lotavam o cinema.
- Corra, Lola, Corra – a quantidade de cabeleiras vermelhas que se via nas ruas naquele 1999 dobrou.
- O Sexto Sentido – ir ao banheiro à noite ganhou novos significados.
- À Espera de um Milagre – fui ver com meu pai também. Incrível como eu gosto de ir ao cinema com meu pai mesmo para ver filmes secundários.
- O Clube da Luta – Sem dúvida o filme mais legal dos anos 90. Saí do cinema meio sem saber o que achar. Mais tarde, graças a esse filme, descobri um dos meus autores preferidos atualmente: Chuck Palahniuk.
- O Mundo de Andy – O melhor filme com Jim Carrey. Por se tratar de um drama sobre um comediante, muita gente acabou entrando no filme errado…
- Além da Linha Vermelha - Um filme de guerra, mas que fala sobre muitas outras coisas. Imperdível.
- Titanic - Só eu acho que aquela velha estava caduca?
- Garotos de Programa – Vi numa daquelas sessões da meia-noite do Cine Luz, anos depois do lançamento que foi em 1991. Depois da morte de River Phoenix virou uma espécie de filme cultuado.
- Matrix – O primeiro foi surpreendente. As seqüências não tinham mais como surpreender, mas eles tinha que acabar a história, não é mesmo?
- O Colecionador de Ossos – Angelina Jolie coloca uma parte de Denzel Washington em sua boca. O resto eu não lembro. Ou será que estou inventando isso?
- Gattaca - por que esse filme é tão pouco valorizado?
- Dogma – nada do que Kevin Smith faça será tão despretensiosamente bom quanto O Balconista.
- Dança com Lobos – O que anda fazendo Kevin Costner?
Claro que devo ter visto outros filmes no cinema naquela década. Além disso, vi outros filmes daquela década em vídeo ou em DVD. E também estes foram os que consegui lembrar com ajuda do almanaque. Infelizmente a memória não é como algo que pode ser projetado em uma tela sem que se perca nenhum quadro.

Opa, Rafael. Na época, com certeza. Hoje já acostumei com os fantasmas que costumo ver.
Abraços do Alessandro.
Entre 1996 a 1998 assisti um filme com crianças de um orfanato. O enredo se passava numa na floresta quando esta sofria os impactos de um grande empreendimento “do Mal”.: todas as árvores eram marcadas por um X sinitro. Zip-Zap (?) chega com a tripulação mas resolve salvar a floresta e seus habitantes (seres huamnos estilizados e seres “humanos”. Se apaionoxa por uma moradora … ´Seria muito bacana reassistir a este filme. Vc temuma idéia de que filme me refiro?!
Fico imensamente grato!!!