E o que faria outro piloto mais merecedor da morte?
17 de março de 2008 | Publicado na Categoria Escritores | 30 Comentários »“Se soubesse que era Saint-Exupéry, jamais teria abatido o avião”, admite o ex-piloto da Lufwaffe, que acrescenta só ter descoberto muito tempo depois que era o responsável pelo desaparecimento do escritor.
Quer dizer… o que faz você imaginar que outro ser humano merece morrer apenas por não ser o autor de O Pequeno Príncipe?

Legal Alessandro… Gosto muito da forma como escreve e principalmente do conteúdo de seus posts, por isso seu blog está entre os sites que visito periodicamente. Porém prefiro deixar comentários apenas nos blogs que não utilizam da tag nofollow, porque acho que sem o nofollow o blog está de certa forma retribuindo nosso comentário.
Mas independente de qualquer coisa (com ou sem nofollow), estarei sempre aqui, lendo e me divertindo com seus posts.
Um grande abraço.
Hehe… e não é que o papo continua?
Evandro, não coloque palavras na mina boca! Eu só quis dizer distraído, mesmo. Até por identificação e solidariedade, pq sou a rainha das mosconas!
É Alessandro, começamos com um papo cabeça sobre o valor de uma vida e decambamos para a bobajada! Que bom, né?
Post pequeninho mas dos bons…
bjs, Flávia
Sem entrar no mérito ou demérito da guerra, acho que seria mais digno ao piloto dizer que naquele momento ele cumpriu seu dever. Caso eu vivesse naquela época e estivesse no lugar do tal piloto provavelmente teria atirado.
De forma alguma objetivo defender ele ou a guerra, mas sou contra um olhar etnocêntrico. Muita coisa mudou nos valores humanos desde a segunda guerra, mas se vivêssemos naquele momento, no turbilhão de acontecimentos que determinaria o futuro de muitas nações e por que não da própria humanidade, quantos de nós também não lutaria e mataria?
O que é revoltante é ele querer ganhar dinheiro com a história e dizer que se arrependeu.
O amor universal é difícil de atingir, mas sabemos que cada vida é insubstituível. Naquele evento um escritor que iluminaria muitas vidas com suas palavras morreu, porém considerando os “crimes” ocorridos durante a segunda guerra essa atitude do piloto alemão não foi das piores, até porque é infelizmente compreensível. O holocausto e as duas (quem sabe três) bombas atômicas no Japão são mais dignos de arrependimentos.
OK Flávia, eu estava brincando! :) Me diz só uma coisa, o que significa Rainha das Mosconas? O Alessandro deve estar querendo me matar….
Mario Castro: concordo com você, o duro é o cara aparecer agora, lançar um livro, dizer que foi ele e tudo para ganhar dinheiro, ou se redimir…
Caro Mário, um nazista é sempre etnocêntrico. O nazismo é um dos exemplos mais cabais do etnocentrismo, exmplo que sempre dou nas minha aulas de antroplologia sobre etnocentrismo (hehe, sou antropóloga). Sou relativista até onde entra em questão os direitos humanos e a vida humana.
mas vc está certo, o cara à epoca deve ter sido um tremendo nazistão que por acaso havia lido o Pequeno príncipe. Um nazista peseudo sensível. Hãrgh!
Evandro: nossa! agora vc fez eu me sentir muito velha! A rainha das mosconas quer dizer a distraida chefe, a principal. Ou seja, te chamei de moscão. Um maoscão subordinado, mas ainda assim um moscão…
peseudo é muita mosquice!!!
“Sou relativista até onde entra em questão os direitos humanos e a vida humana”. Ótima frase. Penso o mesmo. Para deixar claro, quando falei em etnocentrismo me referia ao fato de não julgar o piloto por ter atirado. Agora, se ele compactuava com as idéias nazistas, principalmente as mais baixas, eu não sei. Pode ser que sim.
Ele pode estar sendo verdadeiro ao falar que não atiraria se soubesse que era o autor. Assim como o muito bem lembrado “O pianista”.
Eu li a meteria muito rápido, mas pelo que entendi o livro foi escrito por Vanrell, um submarinista francês, e por Gartzen, fundador da Associação de Busca de Aviões Perdidos Durante a Guerra. Eles realizaram uma grande pesquisa e investigação para desvendar o mistério de desaparecimento de Saint-Exupéry. O título do livro é “Saint-Exupéry, o último segredo”. O piloto não deve estar ganhando nada além de fama com o livro. E por mais que ele se faça de bom menino não acredito que ser nazista possa algum dia se reverter em boa fama. A leitura do livro me parece interessante.
Siteja,
pois saiba que será sempre bem-vindo. Pretendo regularizar a situação em breve.
Abraços fortes!
Cheguei atrasado no debate, que pena. Parabéns Alessandro a postagem acertou em cheio!!
… sim, sim… foi o que pensou a madalena arrependida do post… “acertei em cheio”!
Abraços, meu caro Alexandre…