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10 dicas para ensinar seu filho a (gostar de) ler

27 de dezembro de 2007 | Publicado na Categoria Livros e afins | 12 Comentários »

Às vezes penso que esse blog não é sobre livros, leituras, leitores e escritores, mas sobre o prazer que se deve ter ao desempenhar qualquer atividade.

Se você não está tendo prazer em fazer algo, é quase certo que não deveria fazer.

Isso é o que mais me agradou nas dicas do André Gazola, no Lendo.Org.

Em todas elas existe um fundo em que essa idéia aparece.

Quantos leitores se perderam por ansiedade de pais que tentaram empurrar – às vezes de forma ríspida – a seus filhos livros para os quais eles ainda não estavam prontos.

Talvez para sempre esses entenderão a leitura como uma atividade da qual não se pode extrair o mínimo prazer.

A minha receita

  1. Compre um bom livro, adequado à idade e aos interesses de seu filho
  2. Leia-o em silêncio próximo a ele
  3. Ria nas partes engraçadas, faça comentários para você mesmo em voz alta
  4. Se ele perguntar do que se trata, não diga. Ou fale que não pode dizer
  5. Ao fechar o livro, diga que ele não pode lê-lo. É proibido
  6. Guarde em algum lugar bem visível e ao alcance de seu filho e saia da sala
  7. Permita que a curiosidade faça o resto do trabalho

Tremenda arapuca.

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Tags:criança, filho, incentivar, leitura, livro, livros

12 Comentários para “10 dicas para ensinar seu filho a (gostar de) ler”

  1. Lélia Ornela - 4 3 2009 às 19:06

    Ale, sua idéia é legal mas não funcionaria com meu filho. Ele é apaixonado por batatas fritas, eu as frito, coloco na mesa e digo: só quando o almoço estiver pronto. Ele não ousa tocar nas batatas até que eu permita. E assim é com tudo que eu falo. Em minha casa proibido É proibido, não pode É não pode. Se vc permite que seu filho burle regras importantes, como ele saberá que não pode brincar com fogo quando vc não está olhando? Esse método de permitir o que é “proibido” torna-se muito perigoso, vc não acha?

  2. Alessandro Martins - 8 3 2009 às 12:23

    Lélia,

    de fato, tem razão. Por outro lado, levo em conta o fato de que uma das coisas que fazem a diferença na educação é saber quando regras devem ser quebradas, quando vale a pena questionar a autoridade e o proibido. E, ainda, devo lembrar: nem sempre estaremos olhando nossos filhos, como você bem lembrou (eu nem tenho um). Mas, de maneira nenhuma, questiono sua autoriadade como educadora e mãe, e considero sua posição bastante arrazoada.

    Abraços do Alessandro.

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