Hunter S. Thompson fala de motos, mas poderia falar de amor
9 de março de 2007 | Publicado na Categoria Livros e afins | 2 Comentários »Só tenho lido Hell’s Angels, do Hunter S. Thompson durante os cafés da manhã e da da tarde na Pote de Mel. Portanto, estive exercendo um ritmo bastante – até demais – digerível sobre ele e só agora o terminei.
O porteiro de meu prédio, o senhor Benedito, que já foi policial, olha para a edição com olhos ávidos cada vez que eu passo pela porta e hoje, com um certo desprendimento, eu devo emprestá-lo. Mas, antes disso, separei para você um trecho do livro que achei especialmente tocante. Editei para não ficar muito longo. Os trechos cortados são representados por reticências:
Não existe nada de romântico numa batida feia, e o único consolo é o choque anestésico que vem com a maioria dos ferimentos (…). Não existe Hell’s Angel que não tenha vivido a cena do pronto-socorro e uma das conseqüências naturais é que o seu medo de acidentes é moderado por uma espécie de desdém cavalheiresco por ferimentos físicos. Quem é de fora pode chamar isso de loucura ou de outras coisas mais esotéricas (…). Essa aceitação despreocupada de derramamento de sangue é a chave para o terror que eles inspiram nas pessoas certinhas (…). Pelo mesmo motivo, um Hell’s Angel que já tenha ido pro lado mais alto vezes suficientes para fazer piada disso dirige uma motocicleta com um estilo e uma entrega que só vêm com experiências dolorosas.
Hunter S. Thompson falou de motocicletas, mas poderia ter falado de qualquer outro sentimento nobre.
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Para você ver…os gonzos também amam!
Resposta: Depois dessa, não tenho a menor dúvida de que sim. A seu modo, mas sim.
Abraços!
Talvez eles tenham aprendido que a vida é curta e por isso deve ser intensa.
Por isso experiencias escolham experiencias perigosamente intensas.
(… e é melhor eu calar, antes que alguem resolva caçar o meu CRP ahahhha)
beijos
Resposta: É que eles perderam o medo da água e deixaram a piscina das criancinhas para freqüentar a de trampolim… ;-)