Parasitas controlam a mente de formigas e peixes; por que não a dos homens?

6 12 2006 por Alessandro Martins · 3 comentários

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  • Eu já tinha ouvido falar desse fungo que contamina determinada espécie de formigas, as desorienta e as faz subir o mais alto possível para, depois de matá-las, melhor disseminar os seus esporos.

    Mas, no mesmo dia, por coincidência, deparei uma matéria da revista Piauí - revista aliás muito bacana - em que o Toxoplasma gondii é apresentado de uma maneira bastante incomum.

    Se ele altera o comportamento dos ratos para que eles fiquem mais propensos a serem devorados por gatos - o único lugar em que esse microorganismo se reproduz é no aparelho digestivo dos felinos -, o que faria no comportamento humano? É o que alguns cientistas vêm se perguntando ultimamente.

    Muito há de folclore sobre o causador da toxoplasmose - doença fatal para fetos e para portadores do HIV e que faz com que alguns médicos recomendem às grávidas evitar o contato com gatos, pois as fezes desses animais podem transmiti-la. Porém, mesmo essa recomendação, alguns obstetras, veterinários e fãs de gatos consideram exagerada.

    Mas também há muito para ser estudado ainda. Nenhum dado apresentado na matéria é conclusivo. No entanto, todas as informações são instigantes.

    Mas eu não duvido de forma alguma que um microorganismo possa manipular o comportamento humano. Quem sabe até a cultura humana como especula o autor no texto, que afirma que dois terços da população brasileira estão contaminados e nem tem idéia disso.

    A matéria cita outro exemplo de parasita que altera o comportamente de seus hospedeiros.

    Lafferty estudava na ocasião um parasita chamado Euhaplorchis californiensis, que se apropria de moluscos comuns nas praias da região e, com eles, usurpa as entranhas dos peixes. Até aí, nada demais.

    A novidade, para Lafferty, é que depois de infectados pelo Euhaplorchis os peixes dão para nadar de maneira estranha, quase na superfície, e de lado, como se fizessem questão de serem vistos de longe pelas gaivotas, maçaricos e outras aves marinhas. O que eles ganhariam com isso? Trinta vezes mais chances de serem comidos antes dos outros. É assim que o parasita viaja por via aérea para outras praias, em busca de caramujos frescos.

    Acontece que o ser humano tem o hábito de se achar muito superior e muito esperto para ser influenciado desta ou daquela maneira por um bicho tão pequeno quanto o Toxoplasma gondii.

    Eu tenho cá minhas dúvidas.

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    3 comentários até agora ↓

    • 1 Fernanda // 6 12 2006 às 11:35

      Sobre esse assunto, veja algo que eu encontrei há pouco tempo, sobre vermes:
      http://www.correcotia.com/vermes/index.html

      Não deixe de ver os sintomas:
      http://www.correcotia.com/vermes/pesquisa/capitulo3.htm

      E a larva saindo do seio (ugh!):
      http://www.correcotia.com/vermes/larva.htm

    • 2 Thássius Veloso // 6 12 2006 às 16:56

      O vídeo é impressionante. Tô com a Piauí nas mãos, mas ainda não cheguei nessa parte.
      Se afeta todos esses animais, nos humanos a coisa não deve ser muito diferente mesmo.

    • 3 Vitor Hugo // 10 12 2006 às 21:29

      Só alguns adendo, até onde se sabe boa parte das pessoas infectadas com Toxoplasma gondii são assintomáticas. Sendo mais prejudicial em imunocomprometidos.

      Já na gestante é um caso a parte, dos diversos problemas que podem acontecer numa mulher não imune o pior para o feto, além do aborto, é a Tetrade de Sabin (calcificação cerebral, micro ou macrocefalia, alterações hematológicas e inflamação na região dos olhos).

      Se o felino estiver infectado com o protozoário é quase certo que quem entrar em contato com suas fezes poderá adquiri a infecção. Porém, as pessoas são mais facilmente infectada por alimentos e água contaminados.

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