Algumas reflexões inarticuladas sobre o atual estado das mídias sociais que deixo àqueles mais articulados (talvez eu mesmo num futuro próximo), para serem melhor desenvolvidas:
- Os blogs não se linkam mais com tanta frequência.
- Os links são feitos agora, com mais frequência através das mídias sociais, como Twitter, Facebook, Orkut e centenas de outros.
- Blogs são rápidos propagadores de informações, mas não tão rápidos. Mesmo blogueiros preferem propagar através do Twitter.
- Blogs trazem a informação mais elaborada, mas é mais demorado escrever um artigo e fazer links. Nas mídias sociais, o próprio link é a mensagem
- Blogs não tem mais tantos comentários como tinham há um ou dois anos. Eles também migraram para mídias sociais mais dinâmicas.
- Os “não-blogueiros” agora também tem participação ativa na propagação da informação pois a maior parte das mídias sociais é simples de usar e são, justamente, sociais (interessamo-nos muito mais por aqueles que por em algum aspecto são próximos a nós)
- A energia da propagação das informações se diluiu, mas também se difundiu entre mais participantes, ficando mais forte no que diz respeito a credibilidade (que é diferente de veracidade) e velocidade
- A maior parte das visitas de blogs de grande visitação, em geral, ainda vem dos buscadores, particularmente do Google
- Um fator que ainda determina essa quantidade de visitas é o número de links que esses blogs recebem, determinando sua relevância para determinados termos de busca
- Recebendo menos links, talvez o fator linkagem de outros blogs ou sites talvez fique menos importante
- O fator social e o “tempo real”, portanto (e como se tem observado em diversas notícias especializadas) tem ficado cada vez mais importantes para os buscadores apontarem seus resultados
- Conteúdos referenciais e bom conteúdo, de qualquer maneira, continuarão relevantes; o que muda é a forma como essa relevância é determinada, mas a atualidade desses conteúdos ganha cada vez mais importância
- Por outro lado, o indivíduo que bloga, tuíta ou propaga informação de alguma outra forma ganha mais importância: não importa tanto onde se escreve, mas quem escreve. Todos os caminhos levam ao indivíduo
- O indivíduo, no entanto, não consegue ser mais importante que o efeito causado pelo grupo que, no caso das mídias sociais, é gigantesco
- Não cabe ao indivíduo (pessoa física ou jurídica, distinção que faço tecnicamente, mas não eticamente) tentar manipular o grupo (o movimento do grupo é mais forte): mas sim interpretar e se inserir em seu movimento, como um surfista faz com uma onda para obter o melhor efeito e a melhor manobra para seus objetivos.
- Nem todas as ondas interessam. Isso depende dos… interesses.










